Sabe aquelas perguntinhas do orkut relacionadas com o que tu gosta... tou ha uns 4 meses sem ler nada e sinto muita falta... ja escrevi em algum lugar sobre o quanto me faz bem ler, mas nao é sobre isso que quero escrever agora.
Bom, certamente meu autor brasileiro preferido é o Erico Veríssimo... mas nao sei especificar um genero que eu goste mais... so sei que o que eu nao gosto e nao consigo mesmo ler são os de auto-ajuda... não vou dizer que não tenho nada contra pq é mentira... nossa.. acho um absurdo existir uma formula para ser feliz, outra para ganhar dinheiro... tudo bem, sempre se pode aproveitar alguma coisa... mas geralmente é aquilo que tu aprende sozinho, quebrando a cara, se decepcionando, perdendo o emprego, vivendo mesmo... Ok, nunca tentei ler com muito afinco algum... Uma vez caiu na minha mao o “Maior presente do Mundo” (acho que eh esse o nome)... as vezes nao leio a “sinopse” dos livros que é pra ir descobrindo do que se trata... como nesse caso... o livro até que era bonzinho... mas chegou no final e vi que era mais um livro de auto-ajuda... fiquei de cara... Muito mais interessante então ler uma biografia de alguem bem sucedido, alguem que tenha feito alguma coisa útil e dali tirar alguma "lição"... sei lá... acho que o único livro nesse estilo que eu gostei (apesar de ter várias coisas dispensáveis) foi Como fazer amigos e influenciar pessoas... o livro é óbvio.. mas tem uns exemplos legais e coisas que normalmente a gente se dá conta, mas tá ali, resumido e pronto... acho o nome meio perigoso, mas talvez é isso que atrai (ao menos foi o que me atraiu)...
Sou mesmo muito enrolada... escrevi tudo isso e nao cheguei ainda perto do que quero falar... Quando tu encerra um capitulo, comeca outro... as vezes é uma continuação, termina um capítulo e o seguinte continua do mesmo ponto... mas particularmente, me atrai mais livros como “O Continente”... onde os capítulos vão contando histórias paralelas... mas enfim... esse discurso todo é simplesmente pra dizer que tou sentindo falta de um “próximo capítulo” na minha vida...
Tuesday, November 27, 2007
27-11-2007 A arvore generosa

Quando eu era criança, meu pai dizia que eu era a “Menina que gostava de Contestar” fazendo alusão à uma historia da revista “Nosso Amiguinho”. Essa revista, assim como o livro “A Árvore Generosa” devem ter tido um papel importante na minha formação...
Das poucas lembrancas que tenho dos meus tempos de crianca, e la se vao alguns bons anos, eh desse livro.. eu ainda nao sabia ler mas tinha decorado todas as paginas de "A Arvore Generosa" e amava as ilustracoes...
Nunca soube o nome do autor e nunca mais tinha lembrado do conteudo do livro...
Tomada pela curiosidade e muito tempo de ocio aqui no trabalho da Barrington, resolvi procurar informacoes a respeito...
Encontrei o livro na "integra"...
"Havia uma vez uma árvore que amava um pequeno menino.
Todos os dias o menino vinha e recolhia suas folhas para fazer com ela uma coroa e brincar de rei do bosque.
Subia por seu tronco, balançava em seus galhos e comia maçãs.
E brincavam de esconde-esconde.
E quando estava cansado, dormia embaixo de sua sombra.
O menino amava a árvore. E a árvore era feliz.
Mas o tempo passou, o menino cresceu e a árvore estava sempre sozinha.
Porém um dia o menino veio até a árvore e ela lhe disse: “Vem, menino, vem e sobe em meu tronco, balança por entre meus galhos e come maçãs, e brinca em minha sombra e sejas feliz”.
Já sou muito grande para subir e balançar – disse ele – quero comprar coisas e divertir-me, necessito de dinheiro, podes dar-me?
Eu sinto – disse a árvore – mas não tenho dinheiro. Só tenho folhas e maçãs. Colhe minhas maçãs e vende-as na cidade, assim terás dinheiro e serás feliz.
Assim, ele subiu na árvore, recolheu as maçãs e as levou.
A árvore se sentiu feliz.
Porém, passou muito tempo e seu menino não voltava e, a árvore estava triste.
E então, um dia, o menino regressou.
A árvore se agitou alegremente e lhe disse: “Vem menino, sobe em meu tronco, mete-te em meus galhos e sejas feliz”.
Estou muito ocupado para subir em árvores – disse ele. Necessito de uma casa que me sirva de abrigo. Quero esposa e filhos e, por isso quero uma casa, podes dar-me?
Eu não tenho casa – disse a árvore – o bosque é o meu lugar, mas podes cortar meus galhos e fazer uma casa. Então serás feliz.
O menino cortou os galhos e os levou para construir sua casa.
E a árvore se sentiu feliz.
Porém passou muito tempo e seu menino não voltava.
E quando regressou, a árvore estava tão feliz que apenas podia falar. Vem, menino – sussurrou – vem e brinca.
Estou muito triste para brincar – disse ele – quero um barco que me leve longe daqui. Podes dar-me?
Corta meu tronco e faze um barco – disse a árvore – então poderás navegar longe e serás feliz.
O menino cortou a árvore fez um barco e navegou para longe.
E a árvore se sentiu feliz, mas não plenamente.
E depois de muito tempo, seu menino retornou novamente.
Sinto, menino – disse a árvore – mas já não tenho nada para dar-te. Não sobraram maçãs.
Meus dentes são muito fracos para comerem maçãs – respondeu.
Já não tenho galhos – disse a árvore – não podes mover-te entre eles.
Estou muito velho para mover-me entre os galhos – respondeu ele.
Já não tenho tronco – disse a árvore. Tu não podes subir.
Estou muito cansado para subir – disse ele.
Sinto – lamentou-se a árvore – quisera poder dar-te algo, mas já não me sobrou nada. Sou apenas um velho toco, sinto muito.
Eu não necessito muito agora – retrucou o menino – só um lugar tranqüilo pra repousar. Estou muito cansado.
Bem – disse a árvore, reanimando-se – um velho toco é bom para sentar e descansar. Vem menino, senta-te, senta-te e descansa.
E ele se sentou.
E a árvore estava feliz."
Todos os dias o menino vinha e recolhia suas folhas para fazer com ela uma coroa e brincar de rei do bosque.
Subia por seu tronco, balançava em seus galhos e comia maçãs.
E brincavam de esconde-esconde.
E quando estava cansado, dormia embaixo de sua sombra.
O menino amava a árvore. E a árvore era feliz.
Mas o tempo passou, o menino cresceu e a árvore estava sempre sozinha.
Porém um dia o menino veio até a árvore e ela lhe disse: “Vem, menino, vem e sobe em meu tronco, balança por entre meus galhos e come maçãs, e brinca em minha sombra e sejas feliz”.
Já sou muito grande para subir e balançar – disse ele – quero comprar coisas e divertir-me, necessito de dinheiro, podes dar-me?
Eu sinto – disse a árvore – mas não tenho dinheiro. Só tenho folhas e maçãs. Colhe minhas maçãs e vende-as na cidade, assim terás dinheiro e serás feliz.
Assim, ele subiu na árvore, recolheu as maçãs e as levou.
A árvore se sentiu feliz.
Porém, passou muito tempo e seu menino não voltava e, a árvore estava triste.
E então, um dia, o menino regressou.
A árvore se agitou alegremente e lhe disse: “Vem menino, sobe em meu tronco, mete-te em meus galhos e sejas feliz”.
Estou muito ocupado para subir em árvores – disse ele. Necessito de uma casa que me sirva de abrigo. Quero esposa e filhos e, por isso quero uma casa, podes dar-me?
Eu não tenho casa – disse a árvore – o bosque é o meu lugar, mas podes cortar meus galhos e fazer uma casa. Então serás feliz.
O menino cortou os galhos e os levou para construir sua casa.
E a árvore se sentiu feliz.
Porém passou muito tempo e seu menino não voltava.
E quando regressou, a árvore estava tão feliz que apenas podia falar. Vem, menino – sussurrou – vem e brinca.
Estou muito triste para brincar – disse ele – quero um barco que me leve longe daqui. Podes dar-me?
Corta meu tronco e faze um barco – disse a árvore – então poderás navegar longe e serás feliz.
O menino cortou a árvore fez um barco e navegou para longe.
E a árvore se sentiu feliz, mas não plenamente.
E depois de muito tempo, seu menino retornou novamente.
Sinto, menino – disse a árvore – mas já não tenho nada para dar-te. Não sobraram maçãs.
Meus dentes são muito fracos para comerem maçãs – respondeu.
Já não tenho galhos – disse a árvore – não podes mover-te entre eles.
Estou muito velho para mover-me entre os galhos – respondeu ele.
Já não tenho tronco – disse a árvore. Tu não podes subir.
Estou muito cansado para subir – disse ele.
Sinto – lamentou-se a árvore – quisera poder dar-te algo, mas já não me sobrou nada. Sou apenas um velho toco, sinto muito.
Eu não necessito muito agora – retrucou o menino – só um lugar tranqüilo pra repousar. Estou muito cansado.
Bem – disse a árvore, reanimando-se – um velho toco é bom para sentar e descansar. Vem menino, senta-te, senta-te e descansa.
E ele se sentou.
E a árvore estava feliz."
A moral da historia, acho que quando crianca eu nunca soube.
Mas agora faz sentido... e acho que dispensa comentarios...
out 2006 a abr 2007 - California Dream
One hour free, second hour free with receipt and after that I’ll charge you 5 dollars…
essa frase repeti algumas milhoes de vezes nas 1087h e 45min (isso mesmo, mil e oitenta e sete horas e quarenta e cinco minutos) que trabalhei no estacionamento da SEARS (uma loja de departamentos aqui dos EUA)... em media eu atendia 350 carros durante a semana e uns 800 carros nos finais de semana e feriado...
O trabalho era simples e nao requeria nenhuma capacidade mental alem de ter que falar ingles e espanhol (para boa parte dos clientes nao existia outra lingua que nao o espanhol), bastava eu falar a frase magica quando um carro entrasse no estacionamento, carimbar um ticket com a hora, colocar no dashboard do carro e, na hora da saida do carro pegar o ticket, carimbar com a hora da saida, se estivesse no estacionamento ha menos de 1h deixava sair, se estivesse ha mais de 1h e menos de 2h horas pedia para ver o recibo da loja, caso nao tivesse cobrava U$5.00 e se estivesse ha mais de 2h cobrava direto.
Extremamente simples, chato, entediante e estressante... No tempo que trabalhei por la perdi as contas de quantas vezes eu briguei com clientes, logo eu, a pessoa mais calma do mundo e que nao se estressa com nada... mas aquilo era "sobrehumano", a pressao das pessoas em nao querer pagar 5 dolares era inacreditavel... O que leva uma pessoa com uma porshe cayenne turbo brigar pra nao pagar 5 dolares? Se fosse so o nao pagar, ok, o dinheiro nao vinha pra mim mesmo, o meu salario nao mudaria caso mais pessoas pagassem, mas falta de educacao, pessoas me chingando como se eu tivesse culpa das regras do estacionamento.. por favor...
Mas nem tudo era horrivel... aprendi muuuuito ingles, aprendi espanhol e ganhei muitos presentes, ganhei camiseta, hamburguer, casaquinho de la, pacotes de bolacha (muitos), casaco Calvin Klein, frutas, pizza, chocolates, cesta de bombons, flor, bichinho de pelucia, iogurte, refrigerante, milk shake, pirulito... sem contar nas milhoes de cantatas e, no minimo umas 2, 3 vezes por dia convites para jantar fora... (e uma proposta de casamento!!! Hahah)
Em breve vou postar alguns fatos propriamente ditos do que acontecia por la...
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